Caríssimos filhos hoje dou início a essa homilia dizendo “eis-me aqui, para vós fui enviado”, parafraseando o lema da CF que se nos aproxima, do profeta Isaías “Eis-me aqui, envia-me!” (6,8), agora efetivamente, como ouvimos há pouco, na leitura da Provisão, nomeado pois, como vosso administrador. Este que é “o pastor próprio da paróquia a ele confiada; que exerce o cuidado pastoral da comunidade que lhe foi entregue, sob a autoridade do bispo diocesano, em cujo ministério de Cristo é chamado a participar, a fim de exercer em favor desta comunidade o múnus de ensinar, santificar e governar, com (...) a colaboração dos fiéis leigos, de acordo com o direito”.
Motivos de festa para
nós todos, primeiro por que celebramos nosso padroeiro São Brás, e para mim, em
especial, por que é o primeiro rebanho que assumo efetivamente, uma história
que teve início em dezembro de 2008, quando aqui vim pela primeira vez e que
hoje se soleniza, e consequentemente, aumenta a responsabilidade. Pois bem,
quero, pois explicitar alguns pontos que não poderia deixar de fazê-lo embora
prolongue um pouco, mas é para a glória de Deus Pai.
- a festa de nosso
padroeiro, são Brás, pelo caminho feito durante o tríduo;
- meu oficio de vosso
pastor (adm. paroquial). Ambos em encontro à Palavra que ora ouvimos.
Nesses três dias fizeram um caminho de encontro à Palavra de Deus a fim de melhor viver, celebrar vossa fé, dado que estamos, em comunhão com toda a Igreja no mundo, vivendo o Ano da Fé, que dentre os vários objetivos nos destaca que é preciso dar razões de nossa fé: “Não basta celebrar. A verdadeira ação de graças ao Senhor exige que desenvolvamos o dom recebido. A fé é a resposta que o coração humano naturalmente anseia encontrar. No entanto, o dom da fé não exclui a necessidade de utilizar o dom da razão para compreender melhor os mistérios revelados por Deus, de fazê-los compreensíveis e acessíveis ao homem em cada momento histórico. Existe a inteligência da Fé que deve ser, unida à luz da graça, desenvolvida a fim de que cada cristão possa aderir com maior liberdade às verdades reveladas.” Uma das formas é, pois, olhar a vida de nossos santos, em especial, nossos padroeiros. Olhemos hoje, portanto a São Brás: sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, Brás era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. Foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Assim em 316, foi degolado, enfim, deixou-se ser morto por amor Deus e à Igreja do que renegar a ambos! Querem maior testemunho para razão da vossa fé, que esse? Nós que por uma bobagem ou outra deixamos de vir à Igreja, ou saltamos de galho em galho, sem nenhuma convicção, nenhuma raiz e ainda com a ousadia de dizer: agora encontrei Jesus..., que Jesus que nada, encontrou uma comodidade maior, uma dita igreja que se adequasse ao seu ritmo de vida, por que não teve a coragem de mudá-la por causa de Deus, por amor ao mesmo. Fé é muito mais que momentos de alegria, gritos, louvor e música. É comprometimento, é jeito de ser que reclama mudança, doação, serviço, amor. Que seria de nós se Jesus Cristo não nos tivesse amado! Olhando para São Brás podemos também pensar na escuta, na real interpretação e vivência da palavra de Deus, conforme o que vemos na Verbum Domini no ¶ 48: "A interpretação da Sagrada Escritura ficaria incompleta se não se ouvisse também quem viveu verdadeiramente a Palavra de Deus, ou seja, os Santos".
Quanto
ao ministério que hoje assumo junto a todos vocês, queridos filhos de
Itaporanga e demais comunidades, vosso pastor, na especificidade de
administrador. Nas leituras que ouvimos, consta-nos que nossos pastores nos
ajudam a trazer para nossa vida a Palavra que refletimos. No DAp lemos:
"Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e
devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos
povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que
Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos
acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a
todas as provas. Os cristãos somos portadores de boas novas para a humanidade,
não profetas de desventuras." Eis, pois a essência da minha missão! Que,
portanto, desenvolve-se em fazer com que a palavra de Deus seja integralmente
anunciada aos que vivem na paróquia; cuide, portanto que os fiéis leigos sejam
instruídos nas verdades da fé, principalmente por meio de homilias, que deve
ser feita aos domingos e festas de preceito, e que a mesma Verbum Domini seja o
fundamento para a oração, viva e eficaz e proclamada e vivida com fé. O
verdadeiro pastor, para cumprir diligentemente seu ofício, deve esforçar-se em
conhecer os fiéis entregues a seus cuidados; por isso deve visitar as famílias
confortando em suas preocupações e corrigindo com prudência. Portanto,
visitá-los-ei sim, quero adentrar todas vossas casas, tomar café, suco, mas
saibam, corrigirei sim, também que o Espírito Santo me mostrar necessário,
ainda que prudentemente. Pastor é pai, e pai que ama, corrige, chama atenção,
embora os filhos às vezes optem por ir por caminhos errados.
Na
intercessão de São Brás, professemos solenemente nossa fé a fim de que
cresçamos como e com a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.

















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