“Ano da
fé, convite a uma autêntica a renovada conversão ao Senhor”
“…
fundamental da vida e da missão dos fiéis leigos é o chamado para crescer,
amadurecer continuamente, dar cada vez mais fruto. Neste diálogo entre Deus que
chama e a pessoa interpelada na sua responsabilidade, situa-se a possibilidade,
antes, a necessidade de uma formação integral e permanente dos fiéis leigos…
que tem como objetivo fundamental a descoberta cada vez mais clara da própria
vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no cumprimento da
própria missão… Ao descobrir e viver a própria vocação e missão, os fiéis
leigos devem ser formados para aquela unidade, de que está assinalada a sua
própria situação de membros da Igreja e de cidadãos da sociedade humana.
(Christifideles laici 57-63) Desta forma poderão sim construir um caminho de
renovada conversão.
Pelo DAp, a Igreja nos convoca todos cristãos e seus filhos a serem mais e melhor “discípulos missionários de Jesus Cristo”, para que, nele, nossos povos tenham vida em abundância. Através da formação, são convidados a reavivar as motivações de sua fé, - dado que não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida -, a alegria de serem cristãos e de pertencerem à Igreja Católica. Assim, somos chamados a sermos sal da terra, fermento na massa e luz do mundo, para que a riqueza e a força transformadora do Evangelho chegue à vida das pessoas e penetre todos os espaços e expressões de nossa sociedade. O DAp, citando Puebla (786), de maneira bonita, diz que os leigos são “homens da Igreja no coração do mundo e homens do mundo no coração da Igreja” (DAp n. 209).
“A formação não é o privilégio de uns poucos, mas sim um direito e um dever para todos… Em vista de uma pastoral verdadeiramente incisiva e eficaz…” (Christifideles laici 57-63)
Evangelização é testemunhar o que Deus realizou, realiza e realizará. Ela é sempre um convite. Evangelizar é comunicar alegria, é transmitir uma mensagem salvadora, é uma esperança oferecida ao mundo.
Na Evangelização, somente as pessoas são interpeladas e somente elas podem responder. Não há dúvida, a autêntica evangelização tem uma dimensão pessoal. O Evangelho é o anúncio de um encontro pessoal, graças ao Espírito Santo, com Cristo vivo. Por isso, cada um deve assumir e se comprometer na busca do conhecimento, juntamente com a sua pastoral ou serviço de evangelização.
A evangelização autêntica é sempre contextualizada, o que também renova nossa conversão. A evangelização se preocupa em transformar as pessoas. Por isso, ela não pode ser desligada da proclamação e da prática da justiça. Tornar-se “discípulo” de Jesus implica uma série de compromissos. Em primeiro lugar , o de aceitar comprometer-se com Cristo e com o Reino de Deus. No centro do convite que Jesus dirige às multidões para que o sigam, a fim de serem seus discípulos, está a pergunta: a quem quereis servir? O Evangelho é um apelo para colocar-se a serviço. E estar a serviço é estar em Missão.

Dentre as prioridades assumidas por nossa diocese em assembleia há o estado de permanente missão. Missão é comunicação de um amor. É questão de caridade. O motivo da missão é o amor de Deus por todos os homens e o seu desejo de que sejamos salvos, cheguemos ao conhecimento da verdade. Assim, se, por um lado, a missão é questão de amor, por outro, é questão de fé no projeto universal de salvação para toda homem.
Por isso, formar bem os leigos é missão pastoral primordial da Igreja. Os leigos bem preparados, competentes nas coisas do mundo, mas vibrantes de fé e amor a Deus, com todas as suas capacidades humanas e cristãs, são os grandes missionários do Evangelho no meio do mundo, em todos os âmbitos de convivência e de atuação da sociedade, desta forma podemos cumprir outra prioridade de nossa igreja diocesana que se assume como lugar de iniciação à vida cristã.
Assim, querendo compreender melhor nossa missão, se fez necessário o Planejamento Paroquial, envolvendo todas as pastorais, movimentos e serviços, revelando nosso desejo de formação permanente, para assim dar maior sentido àquilo que fazemos motivados pela fé em Cristo Jesus, animados biblicamente na vida e, consequentemente, na pastoral, reavivando sempre a nossa Fé.
Faço votos de que esta iniciativa pastoral possa nos auxiliar a compreender melhor nossa fé e nossa missão, e nos torne mais esperançosos nos frutos que virão deste nosso gesto simples de semear.
Que o Senhor, pela intercessão de São Brás, nosso padroeiro paroquial, nos abençoe, que nos dê muita humildade e paciência e, sobretudo, que encha os nossos corações com o santo Amor de Deus, a fim de O servirmos, o melhor possível, nesta vida, para O vermos e gozarmos da Sua presença, eternamente, na outra vida. Amém.








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