sábado, 24 de novembro de 2012

Solenidade de Cristo Rei



Boa noite irmãos e irmãs caríssimos, que satisfação presidir mais essa Santa Eucaristia, mistério sublime do amor de Deus por nós, nesta solenidade de Cristo Rei do Universo. Ele que é Rei do Universo, porque redimiu a todos nós com o derramamento de seu sangue, sua entrega livre e por amor à morte de cruz. Eis o grande mistério de nossa fé, o Rei que se faz pão, que se nos dá em alimento salutar na Eucaristia. Assim, caríssimos, neste início das comemorações do Ano da Fé, vale, portanto, pensarmos neste nosso Rei, em sua forma magistral e singular de exercer seu reinado, quando aos súditos se faz servidor.
Como partícipes de seu Reino, havemos de aprofundar nossa fé, portanto, embrenhando-se neste caminho que dura a vida inteira - o serviço ao Reino, isto é, só acaba quando formos tomados pelos braços do Pai das misericórdias, quando as portas do ‘palácio’ do Rei nos forem abertas. Acreditar em Cristo Rei do Universo é professar a fé na Trindade Santa, isto é, crer num só Deus que é todo Amor. Assim, por ela guiados devemos pôr-nos sempre a caminho conduzindo todos os homens para lugares da vida, da amizade com Ele, Jesus Cristo Rei, para Aquele que dá a vida em plenitude.
Nossa fé, nossa entrega e confiança a Cristo Rei não pode permitir que o sal da vida, proveniente do Evangelho de Jesus Cristo se torne insípido, nem que a luz que irradia de seu Espírito fique escondida, afinal somos colaboradores diretos e eleitos pelo próprio Rei, Cristo Jesus.
Precisamos, com esta festa, que hoje celebramos, voltar ao poço como a Samaritana para ouvir a Jesus que convida a crer n’Ele e beber na sua fonte, donde jorra água viva para todos os sedentos, fonte essa que é permanente.
Portanto, caríssimos irmãos e irmãs, nós servos de Cristo Rei, movidos pelas motivações do Ano da fé: aprofundarmo-nos em nosso Catecismo, dado seus 20 anos de publicação; conhecer e viver profundamente os ensinamentos dos documentos do Concílio Vaticano II, celebrando seu cinquentenário; aprofundar nos 12 artigos de nosso Credo – conteúdos estes essenciais que constituem o patrimônio de nós crentes, somos chamados, pois a renovarmos nossa fé, uma fé que ecoa o eterno presente de Deus, reavivando em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, por meio de uma conversão autêntica, viva, renovada.
Que neste Ano da fé, juntos a Cristo Rei possamos todos fazer uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão - mas sim o Evangelho e a fé da Igreja e “que a Virgem Maria, Mãe e Serva brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria... Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’.

Frei Antoniel,MsS

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